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Recife, Pe, Brazil
Sou seminarista presbiteriano. Estudo no Seminário Presbiteriano do Norte.

sábado, 24 de maio de 2008

Imaginemos que temos um Pai no céu. Jesus disse para acreditarmos que temos um Pai no céu. A oração que ele ensinou aos discípulos não ensinava que eles deviam pedir todas as coisas que desejassem e que seriam atendidos. Isso seria irresponsável. Ele não nos ensinou que Deus entrega o nosso futuro em nossas mãos. Conduzir nossa própria vida, criar nosso futuro como bem o desejássemos nos levaria ao suicídio. Nós não sabemos o que queremos. Queremos uma coisa hoje, brigamos por ela, como uma criança por um brinquedo novo, e amanhã a deixamos ou mesmo a destruímos com nossos pés, tomados de nojo e desprezo. Amamos uma idéia, cremos nela com tanto ardor e, como uma vela que se dissipa, o ardor acaba, o fogo se apaga, e subistituímos aquela velha "convicção". Nossa inconstância nada mais é que fruto da nossa ignorância, desobediência, incapacidade, pequenêz.

Nenhum pai seria capaz de entregar o futuro do seu filho bebê ao próprio bebê. É desumano! Diante de Deus, nem mesmo a um bebê podemos comparar-nos. Somos totalmente dependentes dEle. Por que queremos ser independentes? Creio que porque não entendemos ainda o conceito de "Pai Nosso que estás no céu..." Pai nosso! Ele é Pai. Ele deseja que Seus filhos se relacionem com Ele, que O amem, que amem Sua vontade, reconhecendo que ela é boa, agradável e perfeita. Que pai não deseja o melhor para os seus filhos? Deus, muito mais que todos os pais humanos deseja o melhor para os Seus filhos. Tanto é assim que preparou um lugar bem aconchegante perto dEle, onde nós vamos desfrutar do que é realmente estar perto do Pai. Nossas orações devem nos aproximar de Deus, e não das suas dádivas quando damos as costas pra Ele, e simplesmente estendemos as mãos para trás para recebermos Suas bênçãos. Não, Ele quer o nosso amor. Ele é Santo, Ele é relacionável. Porque Ele assim o quis.


Que Deus, por Sua imensa graça nos faça sempre olhar para Cristo, e desejar ardentemente Sua Palavra, Seu perdão, Seu amor.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Temor do Senhor...

Temor do Senhor. O que de fato é isso? Talvez crer no Senhor. Ou talvez tal definição corre o sério risco de ser mal interpretada ou de fatalmente não ser entendida na sua amplitude. Talvez "temor do Senhor" seja uma busca constante por temer ao Senhor, mas a redudância também não ajuda muito a entender. Uma pista que temos, e que não é um conceito, é aquela que diz simplesmente que "o temor do Senhor é o princípio da sabedoria". E agora? Mais fácil? Não mudou muita coisa, ainda não sei o que é realmente isso. Mas tenho uma pista para a resposta. Para mim, temer ao Senhor é crer nas palavras citadas acima (o temor do Senhor é o princípio da sabedoria) e em todas ditas pela boca dos profetas e apóstolos. É crer na Bíblia e viver como quem realmente crê. Não tenho que tentar entender o conceito ou dar uma definição e, na verdade, quanto mais alguém ouse dar uma definição mais longe estará da verdade, sua resposta não satisfará nem a si próprio. Não é de respostas que vivemos. Se vivêssemos de respostas os índices de suicídios seriam bem maiores. Se dependêssemos de respostas que satisfazem todas as nossas curiosidades existenciais e necessidades intelectuais humanas estaríamos todos, TODOS, fadados ao fracasso, à desilusão, à morte. Bem, temor do Senhor é simplesmente temor do Senhor. Simplesmente isso, nem mais nem menos. Por que será que ousamos dar conceituações e não somos ousados em crer e viver de tal forma que temamos a Deus? Por quê? Talvez porque temamos sair da escuridão da ignorância das nossas sabedorias vazias e sem propósito. Talvez porque estamos longe do princípio da sabedoria e não desejamos dar o primeiro passo. Tememos a sabedoria? Tememos o temor do Senhor? Somente temendo de fato e de verdade ao Senhor saberíamos o que é temor do Senhor, pois eis o princípio da sabedoria. Saberíamos não somente o que é temor do Senhor, saberíamos muito mais do que isso. Saberíamos o que jamais imaginamos um dia saber. Talvez saberíamos somar 2 + 2 de verdade. Não diríamos que sabemos, pois talvez o temor do Senhor nos faria humildes e conhecedores de nós mesmos. Não seríamos "cérebros" cheios em corpos destituídos de coração, pois, quem sabe o temor do Senhor nos faria ter um coração tão grande a ponto de perdoarmos nossos inimigos e até orarmos dizendo "perdoa as nossas dívidas assim como nós perdoamos os nossos devedores". Não seríamos arrastados por paixões impensadas, pois, eu penso, seríamos tão reflexivos, meditadivos, a ponto de "considerar os lírios do campo". Ah o temor do Senhor nos faria sábios. Não devemos desejar isso mais que tudo, mais que prata e ouro, mais que muito ouro depurado? E o que é isso? Não sei, só tenho uma pista. Há um caminho para que descubramos. O temor do Senhor é a resposta.

Que Deus nos ajude.