Imaginemos que temos um Pai no céu. Jesus disse para acreditarmos que temos um Pai no céu. A oração que ele ensinou aos discípulos não ensinava que eles deviam pedir todas as coisas que desejassem e que seriam atendidos. Isso seria irresponsável. Ele não nos ensinou que Deus entrega o nosso futuro em nossas mãos. Conduzir nossa própria vida, criar nosso futuro como bem o desejássemos nos levaria ao suicídio. Nós não sabemos o que queremos. Queremos uma coisa hoje, brigamos por ela, como uma criança por um brinquedo novo, e amanhã a deixamos ou mesmo a destruímos com nossos pés, tomados de nojo e desprezo. Amamos uma idéia, cremos nela com tanto ardor e, como uma vela que se dissipa, o ardor acaba, o fogo se apaga, e subistituímos aquela velha "convicção". Nossa inconstância nada mais é que fruto da nossa ignorância, desobediência, incapacidade, pequenêz.
Nenhum pai seria capaz de entregar o futuro do seu filho bebê ao próprio bebê. É desumano! Diante de Deus, nem mesmo a um bebê podemos comparar-nos. Somos totalmente dependentes dEle. Por que queremos ser independentes? Creio que porque não entendemos ainda o conceito de "Pai Nosso que estás no céu..." Pai nosso! Ele é Pai. Ele deseja que Seus filhos se relacionem com Ele, que O amem, que amem Sua vontade, reconhecendo que ela é boa, agradável e perfeita. Que pai não deseja o melhor para os seus filhos? Deus, muito mais que todos os pais humanos deseja o melhor para os Seus filhos. Tanto é assim que preparou um lugar bem aconchegante perto dEle, onde nós vamos desfrutar do que é realmente estar perto do Pai. Nossas orações devem nos aproximar de Deus, e não das suas dádivas quando damos as costas pra Ele, e simplesmente estendemos as mãos para trás para recebermos Suas bênçãos. Não, Ele quer o nosso amor. Ele é Santo, Ele é relacionável. Porque Ele assim o quis.
Que Deus, por Sua imensa graça nos faça sempre olhar para Cristo, e desejar ardentemente Sua Palavra, Seu perdão, Seu amor.
