Quem sou eu
- Rogeano Sousa
- Recife, Pe, Brazil
- Sou seminarista presbiteriano. Estudo no Seminário Presbiteriano do Norte.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Qual o fim supremo e principal do homem?
Eis uma pergunta essencial à vida. O existencialismo prega que a existência precede a essência, ou seja, a partir da sua existência você escolhe quem você é, o que quer ser, o que quer fazer, aonde quer ir, etc. A Palavra de Deus nos ensina que a nossa existência não determina nossa essência, mas o contrário, a essência precede a existência, você foi feito para um propósito.
Voltemos nossa atenção à pergunta acima. Calvino respondeu a essa pergunta dizendo que o fim supremo e principal do homem é conhecer a Deus. A Confissão de Fé de Westminster responde que a finalidade suprema do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre (completa e eternamente). As duas respostas dizem praticamente a mesma coisa, pois conhecer a Deus necessariamente produz o efeito da felicidade eterna. Querido leitor, como podemos fazer isso? Isso era impossível a nós, a mim e a você. Hoje, porém, Cristo conquistou na cruz, repito: - leia devagar essas palavras novamente - c o n q u i s t o u n a c r u z. Ele conquistou. Ele destruiu o muro que nos separava de Deus, agora podemos glorificá-lO, adorá-lO, e ser felizes hoje e eternamente. Pare um pouco pra pensar nisso: Você está na igreja, talvez tenha passado o dia inteiro preparando-se para a adoração de Deus. Ou talvez você nem pensou nisso. Mas o fato é que você está aqui. E tantas outras pessoas. Sua semana foi cheia de projetos, planos, vitórias e fracassos. Por quê? Por que você está aí sentado nesse banco? A única resposta é: Cristo comprou esse banco pra você. Cristo comprou sua casa pra você. Todas essas pequenas bênçãos materiais também não são méritos seus. Seu carro não é mérito seu; Cristo o comprou. Qualquer motivo de alegria que você tenha (por menor que seja) foi Cristo quem comprou. Então, você pode glorificar a Deus com essas coisas também, quando seu maior motivo de glória é a cruz de Cristo (Gl. 6: 14). Gloriar-se na cruz, dar glória a Deus é reconhecer, com alegria, que todas as coisas vêm da cruz de Jesus Cristo.
Esses “porquês” determinam os “para quês” da nossa vida. Percebe que a essência precede a existência? Então meu irmão, todos os nossos projetos de vida, sonhos, orações, tudo deve girar em torno da glorificação do nosso Deus, que não é torná-lO mais glorioso, mas sim tentar ver Sua glória como ela de fato é, tão bela, tão fulgurante, tão (permitam-me a redundância) gloriosa!! Ele está em tudo que fazemos, Sua glória enche toda a Terra, todo o universo. Glorifiquemos tomando café, comendo biscoito, jogando futebol, foi o que o apóstolo Paulo disse (1 Co. 10: 31). Que nossas obras, atitudes, pensamentos e sentimentos sejam todos para a glória do Deus bendito que nos ama eternamente.
Amado leitor, precisamos aprender que conhecer a Deus, glorificá-lO e ter prazer nEle são a mesma cousa. E que fora disso, só temos frustrações e sombras existenciais, ilusões disfarçadas de realidade, enganações subjetivas que se nos apresentam como verdade absoluta, “tudo vaidade e correr atrás do vento”, bolhas de sabão (efêmero). Nossa essência reside em Deus, na cruz do Cristo Redentor, nossa essência, única e verdadeira é a imagem viva do Deus vivo e verdadeiro que nos criou, e só podemos vê-la perfeitamente em Jesus. Amemos a Cristo com tudo o que temos, e sejamos os mais felizes da Terra. Oremos sinceramente com Agostinho: “Criaste-me para Ti e o meu espírito vive inquieto enquanto não repousa em Ti.” Que Deus nos abençoe. Soli Deo Gloria! Amém. (Leitura sugerida: Não Jogue Sua Vida Fora, livro de John Piper)
Eis uma pergunta essencial à vida. O existencialismo prega que a existência precede a essência, ou seja, a partir da sua existência você escolhe quem você é, o que quer ser, o que quer fazer, aonde quer ir, etc. A Palavra de Deus nos ensina que a nossa existência não determina nossa essência, mas o contrário, a essência precede a existência, você foi feito para um propósito.
Voltemos nossa atenção à pergunta acima. Calvino respondeu a essa pergunta dizendo que o fim supremo e principal do homem é conhecer a Deus. A Confissão de Fé de Westminster responde que a finalidade suprema do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre (completa e eternamente). As duas respostas dizem praticamente a mesma coisa, pois conhecer a Deus necessariamente produz o efeito da felicidade eterna. Querido leitor, como podemos fazer isso? Isso era impossível a nós, a mim e a você. Hoje, porém, Cristo conquistou na cruz, repito: - leia devagar essas palavras novamente - c o n q u i s t o u n a c r u z. Ele conquistou. Ele destruiu o muro que nos separava de Deus, agora podemos glorificá-lO, adorá-lO, e ser felizes hoje e eternamente. Pare um pouco pra pensar nisso: Você está na igreja, talvez tenha passado o dia inteiro preparando-se para a adoração de Deus. Ou talvez você nem pensou nisso. Mas o fato é que você está aqui. E tantas outras pessoas. Sua semana foi cheia de projetos, planos, vitórias e fracassos. Por quê? Por que você está aí sentado nesse banco? A única resposta é: Cristo comprou esse banco pra você. Cristo comprou sua casa pra você. Todas essas pequenas bênçãos materiais também não são méritos seus. Seu carro não é mérito seu; Cristo o comprou. Qualquer motivo de alegria que você tenha (por menor que seja) foi Cristo quem comprou. Então, você pode glorificar a Deus com essas coisas também, quando seu maior motivo de glória é a cruz de Cristo (Gl. 6: 14). Gloriar-se na cruz, dar glória a Deus é reconhecer, com alegria, que todas as coisas vêm da cruz de Jesus Cristo.
Esses “porquês” determinam os “para quês” da nossa vida. Percebe que a essência precede a existência? Então meu irmão, todos os nossos projetos de vida, sonhos, orações, tudo deve girar em torno da glorificação do nosso Deus, que não é torná-lO mais glorioso, mas sim tentar ver Sua glória como ela de fato é, tão bela, tão fulgurante, tão (permitam-me a redundância) gloriosa!! Ele está em tudo que fazemos, Sua glória enche toda a Terra, todo o universo. Glorifiquemos tomando café, comendo biscoito, jogando futebol, foi o que o apóstolo Paulo disse (1 Co. 10: 31). Que nossas obras, atitudes, pensamentos e sentimentos sejam todos para a glória do Deus bendito que nos ama eternamente.
Amado leitor, precisamos aprender que conhecer a Deus, glorificá-lO e ter prazer nEle são a mesma cousa. E que fora disso, só temos frustrações e sombras existenciais, ilusões disfarçadas de realidade, enganações subjetivas que se nos apresentam como verdade absoluta, “tudo vaidade e correr atrás do vento”, bolhas de sabão (efêmero). Nossa essência reside em Deus, na cruz do Cristo Redentor, nossa essência, única e verdadeira é a imagem viva do Deus vivo e verdadeiro que nos criou, e só podemos vê-la perfeitamente em Jesus. Amemos a Cristo com tudo o que temos, e sejamos os mais felizes da Terra. Oremos sinceramente com Agostinho: “Criaste-me para Ti e o meu espírito vive inquieto enquanto não repousa em Ti.” Que Deus nos abençoe. Soli Deo Gloria! Amém. (Leitura sugerida: Não Jogue Sua Vida Fora, livro de John Piper)
sábado, 24 de maio de 2008
Imaginemos que temos um Pai no céu. Jesus disse para acreditarmos que temos um Pai no céu. A oração que ele ensinou aos discípulos não ensinava que eles deviam pedir todas as coisas que desejassem e que seriam atendidos. Isso seria irresponsável. Ele não nos ensinou que Deus entrega o nosso futuro em nossas mãos. Conduzir nossa própria vida, criar nosso futuro como bem o desejássemos nos levaria ao suicídio. Nós não sabemos o que queremos. Queremos uma coisa hoje, brigamos por ela, como uma criança por um brinquedo novo, e amanhã a deixamos ou mesmo a destruímos com nossos pés, tomados de nojo e desprezo. Amamos uma idéia, cremos nela com tanto ardor e, como uma vela que se dissipa, o ardor acaba, o fogo se apaga, e subistituímos aquela velha "convicção". Nossa inconstância nada mais é que fruto da nossa ignorância, desobediência, incapacidade, pequenêz.
Nenhum pai seria capaz de entregar o futuro do seu filho bebê ao próprio bebê. É desumano! Diante de Deus, nem mesmo a um bebê podemos comparar-nos. Somos totalmente dependentes dEle. Por que queremos ser independentes? Creio que porque não entendemos ainda o conceito de "Pai Nosso que estás no céu..." Pai nosso! Ele é Pai. Ele deseja que Seus filhos se relacionem com Ele, que O amem, que amem Sua vontade, reconhecendo que ela é boa, agradável e perfeita. Que pai não deseja o melhor para os seus filhos? Deus, muito mais que todos os pais humanos deseja o melhor para os Seus filhos. Tanto é assim que preparou um lugar bem aconchegante perto dEle, onde nós vamos desfrutar do que é realmente estar perto do Pai. Nossas orações devem nos aproximar de Deus, e não das suas dádivas quando damos as costas pra Ele, e simplesmente estendemos as mãos para trás para recebermos Suas bênçãos. Não, Ele quer o nosso amor. Ele é Santo, Ele é relacionável. Porque Ele assim o quis.
Que Deus, por Sua imensa graça nos faça sempre olhar para Cristo, e desejar ardentemente Sua Palavra, Seu perdão, Seu amor.
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Temor do Senhor...
Temor do Senhor. O que de fato é isso? Talvez crer no Senhor. Ou talvez tal definição corre o sério risco de ser mal interpretada ou de fatalmente não ser entendida na sua amplitude. Talvez "temor do Senhor" seja uma busca constante por temer ao Senhor, mas a redudância também não ajuda muito a entender. Uma pista que temos, e que não é um conceito, é aquela que diz simplesmente que "o temor do Senhor é o princípio da sabedoria". E agora? Mais fácil? Não mudou muita coisa, ainda não sei o que é realmente isso. Mas tenho uma pista para a resposta. Para mim, temer ao Senhor é crer nas palavras citadas acima (o temor do Senhor é o princípio da sabedoria) e em todas ditas pela boca dos profetas e apóstolos. É crer na Bíblia e viver como quem realmente crê. Não tenho que tentar entender o conceito ou dar uma definição e, na verdade, quanto mais alguém ouse dar uma definição mais longe estará da verdade, sua resposta não satisfará nem a si próprio. Não é de respostas que vivemos. Se vivêssemos de respostas os índices de suicídios seriam bem maiores. Se dependêssemos de respostas que satisfazem todas as nossas curiosidades existenciais e necessidades intelectuais humanas estaríamos todos, TODOS, fadados ao fracasso, à desilusão, à morte. Bem, temor do Senhor é simplesmente temor do Senhor. Simplesmente isso, nem mais nem menos. Por que será que ousamos dar conceituações e não somos ousados em crer e viver de tal forma que temamos a Deus? Por quê? Talvez porque temamos sair da escuridão da ignorância das nossas sabedorias vazias e sem propósito. Talvez porque estamos longe do princípio da sabedoria e não desejamos dar o primeiro passo. Tememos a sabedoria? Tememos o temor do Senhor? Somente temendo de fato e de verdade ao Senhor saberíamos o que é temor do Senhor, pois eis o princípio da sabedoria. Saberíamos não somente o que é temor do Senhor, saberíamos muito mais do que isso. Saberíamos o que jamais imaginamos um dia saber. Talvez saberíamos somar 2 + 2 de verdade. Não diríamos que sabemos, pois talvez o temor do Senhor nos faria humildes e conhecedores de nós mesmos. Não seríamos "cérebros" cheios em corpos destituídos de coração, pois, quem sabe o temor do Senhor nos faria ter um coração tão grande a ponto de perdoarmos nossos inimigos e até orarmos dizendo "perdoa as nossas dívidas assim como nós perdoamos os nossos devedores". Não seríamos arrastados por paixões impensadas, pois, eu penso, seríamos tão reflexivos, meditadivos, a ponto de "considerar os lírios do campo". Ah o temor do Senhor nos faria sábios. Não devemos desejar isso mais que tudo, mais que prata e ouro, mais que muito ouro depurado? E o que é isso? Não sei, só tenho uma pista. Há um caminho para que descubramos. O temor do Senhor é a resposta.
Que Deus nos ajude.
segunda-feira, 12 de maio de 2008
sexta-feira, 11 de abril de 2008
O tempo é determinado...

Eu havia planejado o meu dia quase que por inteiro. Isso raramente acontece. Mas ontem à noite eu dormi com uma certa lista de afazeres para hoje. Lista essa que foi completada ao amanhecer. Eu sabia praticamente tudo que faria. Tudo que tinha que fazer. Então eu dormi. E acordei.
A primeira coisa que não deu certo foi a caminhada que havia pensado para às 5:30. O amigo com quem caminharia teve que ir sozinho, e meia hora atrasado, por minha causa. Não tive forças para levantar. Estava muito frio, sem mencionar o fato de eu ter ido à cama às 3:00 da manhã. Não consegui levantar. Minha força foi suficiente apenas para desligar o celular que me despertava impiedosamente.
As outras coisas também não fiz. Levantei às 7:25. Minha primeira aula começa às 7:30. Os cinco minutos nem davam para tomar café, mas mesmo assim fui ao refeitório. Obviamente cheguei atrasado na aula, e um pequeno detalhe: indisposição e dor de cabeça.
A dor de cabeça foi minha companheira durante todo o dia. Fui impedido de realizar o que havia planejado, exceto aquilo que era mais urgente.
"Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu." Não é que o pregador estava certo? Outra vez ele disse: "O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do SENHOR." Meus planos para hoje eram perfeitos. Nada errado. Um detalhe da perfeição deles é que não havia detalhes. Perfeito. Mas nada, ou quase nada se concretizou.
Fico feliz em saber que posso fazer planos. Muito mais feliz em saber que a resposta certa quanto a eles vem do Senhor. Mas, extremamente contente, sabendo que há tempo para todo propósito debaixo do céu. Isso me incita a planejar. A pensar. Isso me leva a não ficar desesperado porque não pude fazer tudo que planejei. Quem disse que eu posso tudo? Quanto mais tentamos fazer as coisas, mais descobrimos nossas fraquezas e incapacidades. Descobrimos nossa total dependência de Deus. Uma simples dor de cabeça consegue atrasar o meu dia. E a Palavra de Deus pode me reanimar. Ela diz em alto e bom som e bem compassadamente: "TUDO TEM O SEU TEMPO DETERMINADO." Amém.
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Pequeno ensaio sobre personagens da vida real

Interessantes as pessoas. Todas diferentes e bem parecidas. Todas parecidas, semelhantes, ainda que quase que totalmente diferentes umas das outras. As pessoas iguais são diferentes. Podemos nos comparar a todas, uma a uma, à medida em que as conhecemos, entramos no mundo delas, passamos a quase ver através dos olhos delas.
Mas, longe disso! Longe de conseguirmos tal façanha. Ainda é com nossos olhos que vemos, nossos próprios olhos. Os sentimentos, que parecemos ter iguais, quão diferentes são! Não conseguimos sentir a dor do pai que perdeu seu filho recentemente, embora, com lágrimas, o tentemos. No entanto, se isso acontece conosco, ah, aí o sentimento é idêntico.
A verdade é que, somos capazes também de nos distinguirmos de todas as pessoas, à proporção que nos distanciamos ideológica ou sentimentalmente. Agimos como se fôssemos "totalmente outros", avessos a qualquer sentimento que essas (aquelas, as outras pessoas) possam ter. "Não pensamos como elas", pensamos. Não seríamos capazes de agir da mesma forma, nunca!
E aí também nos enganamos. Somos perfeitamente capazes de agir e pensar da mesmíssima forma que aquelas pessoas das quais discordamos peremptoriamente. Somos candidatos a defender o partido delas, mesmo que hoje o odiemos à ferro e fogo.
E nisso também consiste a beleza da vida. Em que as diferenças são tão iguais! E as semelhanças tão distantes e diferentes quanto o azul e o vermelho. A vida é assim. As pessoas são assim. Ou talvez não sejam. O conceito de "as pessoas são assim" já tem como seu paralelo e também verdadeiro o seguinte: "Não é assim que as pessoas são". Isso me faz sorrir. Interessantes as pessoas. Todas.

"Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras de suas mãos." (Salmo 19: 1)
Pensemos por um instante nas obras de Deus. O que você pensa quando pensa em 'obras de Deus'? Há alguns dias acordei muito cedo e olhei para o céu. Poucas imagens são tão bonitas. O dia estava amanhecendo. O céu estava um misto de azul, laranja e amarelo. Quase indescritível. Descritível somente para os poetas, os bons escritores, aqueles que nasceram para escrever, realmente. Por essa razão não me comprometo a descrever a cena, resumo-a em: extremamente bonito e estranhamente simples. Lembrei-me do versículo acima.
"Os céus proclamam a glória de Deus". Eles pregam a glória de Deus mesmo sem pronunciar palavra alguma. O espaço ilimitado não precisa esbravejar com seus trovões em língua familiar a nós: "Deus é glorioso, a glória de Deus é linda, é excelsa!" Não! "Não há linguagem, e deles não se ouve nenhum som." Simplesmente os vemos. Os céus são miniatura da glória que nem mesmo os céus dos céus podem conter. Deus se regozija nisso. Deus tem prazer naquilo que Ele fez.
"O firmamento anuncia as obras das suas mãos." Foi lá que Ele expôs os seus feitos. Ele cria o firmamento e ali põe todos os objetos (e criaturas) criados por Ele. À semelhança de alguém que tece uma valiosa peça artesanal, e põe na porta da geladeira para que todos aqueles que cheguem, possam ver. O firmamento é essa "geladeira" de Deus. Lá Ele pôs os mundos. E viu que tudo era bom. É essa glória visível, porém impenetrável e indelével que a criação prega. É obra de artista cuidadoso, ex tre ma men te perfeccionista, mi nu ci o sa men te perfeito. Não se pode fugir da gloriosa presença de Deus.
"Os céus proclamam a glória de Deus". Eles pregam a glória de Deus mesmo sem pronunciar palavra alguma. O espaço ilimitado não precisa esbravejar com seus trovões em língua familiar a nós: "Deus é glorioso, a glória de Deus é linda, é excelsa!" Não! "Não há linguagem, e deles não se ouve nenhum som." Simplesmente os vemos. Os céus são miniatura da glória que nem mesmo os céus dos céus podem conter. Deus se regozija nisso. Deus tem prazer naquilo que Ele fez.
"O firmamento anuncia as obras das suas mãos." Foi lá que Ele expôs os seus feitos. Ele cria o firmamento e ali põe todos os objetos (e criaturas) criados por Ele. À semelhança de alguém que tece uma valiosa peça artesanal, e põe na porta da geladeira para que todos aqueles que cheguem, possam ver. O firmamento é essa "geladeira" de Deus. Lá Ele pôs os mundos. E viu que tudo era bom. É essa glória visível, porém impenetrável e indelével que a criação prega. É obra de artista cuidadoso, ex tre ma men te perfeccionista, mi nu ci o sa men te perfeito. Não se pode fugir da gloriosa presença de Deus.
A imanência do Deus transcendente é comunicativa. Comunica a grandeza desse Deus. Comunica beleza, poder, glória, perfeição...
"Senhor meu Deus,
Quando eu maravilhado,
Os grandes feitos vejo da Tua mão
Estrelas, mundos, e trovões rolando
A proclamar teu nome n'amplidão.
Canta minha então a Ti Senhor,
Grandioso és Tu, grandioso és Tu..."
Quando eu maravilhado,
Os grandes feitos vejo da Tua mão
Estrelas, mundos, e trovões rolando
A proclamar teu nome n'amplidão.
Canta minha então a Ti Senhor,
Grandioso és Tu, grandioso és Tu..."
Cantou o poeta. Adorou o poeta. Juntemo-nos a ele em grande coro, e cantemos. Ao Deus Grandioso. Amém.
terça-feira, 8 de abril de 2008
Paradoxo...
Para mim, uma das coisas mais atraentes no cristianismo bíblico é exatamente o "paradoxo". É estarrecedor o fato de pessoas "boas" terem sido rejeitadas por Cristo, ao passo que pessoas totalmente perdidas tenham sido fortemente amadas por Ele. É profunda a mensagem do Evangelho da graça. Ela é ilustrada no encontro de Jesus com a mulher que estava com o sexto marido (o qual não era, de fato, dela); é pintada no quadro onde cobradores de impostos, desonestos, são convidados docemente por Cristo para que possam seguí-lo; é maravilhosamente ensinada na casa do fariseu chamado Simão, quando a mulher "pecadora" se aproxima de Jesus, e com lágrimas, rega os seus pés, e os enxuga com os próprios cabelos, como sinal de adoração e reconhecimento de pecado e indignidade. A graça é uma das coisas mais paradoxais que exitem. Têm graça, aqueles que conseguem ver o quanto de graça lhes falta. A graça não pode ser mensurada em termos do que temos, mas sim em termos do que nos falta. A capacidade de pedir, de clamar pela misericórdia de Deus, revela o quanto carecemos dessa graça, que já temos desde o primeiro momento (e bem antes) que começamos a clamar. Quem é alcançado por graça, consegue transmitir a outros um perfume dessa graça, um cheiro desafiador e convidativo, que parece trazer no ar o som daquelas palavras que ressoam há séculos: "vinde a mim, todos vós que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei". Não vejo condições para a graça. Caso existisse, já não seria. Não vejo uma série de impeditivos. A mim, parece que o único impeditivo é não carecer dela. Parece que a única coisa que nos impede de sermos alcançados pela graça (humanamente falando) é sermos bons ao ponto de não sentirmos nenhuma necessidade. É podermos olhar para nós mesmo e dizer: "que crente eu sou!". "Nem todo o que me diz: Senhor Senhor! entrará no reino dos céus...", disse Jesus. Há uma necessidade de graça diária sobre aqueles que não se consideram totalmente livres (isentos) do pecado. Aqueles que podem dizer "desventurado homem que sou!", aqueles que bradam, ou mesmo simples e sinceramente sussurram "...serás tido por justo no teu falar e puro no teu julgar". Racionalmente, eles aguardam juízo de Deus, convictos de que receberão, pelo fato de realmente merecerem. Aí, paradoxalmente, a beleza e o resplendor da graça é revelada em Cristo para eles, como uma aurora depois de uma noite terrível de desespero quase sem fim. Eles ouvem a palavra que diz: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça". Que paradoxo! Isso é loucura! A lógica da graça não tem nada de aristotélica, ela é totalmente divina.Deus nos abençoe.
domingo, 6 de abril de 2008
O cristão e a verdade no íntimo...
Às vezes, na verdade muitas vezes, fico pensando em que talvez devêssemos fazer uma leitura bílica bem atenta, reler, e reler, e ler novamente, fazendo perguntas ao texto, e aguardando sinceramente, respostas para o nosso crescimento e 'libertação'. "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará", disse Jesus. Que verdade é essa? Não é o nosso conhecimento prévio de qualquer coisa que chamemos verdade. Verdade é o que encontramos em Cristo, na Sua Palavra, mas para ouvirmos é preciso ficarmos atentos, para entendermos necessário é que tenhamos a disposição de nos transportar por inteiro para dentro do mundo bíblico, para o universo de pensamento da Escritura, e assim, procurarmos ouvir os pensamentos de Deus. Ah esses pensamentos de Deus fazendo parte dos nossos! Isso é a verdade. Aquela verdade diante da qual Pilatos não ouviu resposta quando perguntou: "o que é a verdade?" A verdade não é algo que se possa simplesmente conceituar, como os conceitos matemáticos que temos, que são apenas nuanças da verdade, pedacinhos dela. A verdade é mais do que qualquer conceito rápido e satisfatório; é vida. É o próprio Cristo vivo, se movimentando, falando, agindo, vi-ven-do. Quando falo da necessidade de lermos e relermos a Bíblia deixando de lado, na medida do possível e do impossível nossos pressupostos, refiro-me a necessidade de nos avaliarmos à luz das Escrituras Santas. E digo isso, não para que nos aproximemos da Bíblia e simplesmente perguntemos: "Como estou diante de Deus?" Nada disso! Tal pergunta já traz em si um cheiro de farisaísmo, um sabor de auto-justificação, com pouquíssimas sombras de verdade. Em vez de perguntamos isso, deveríamos perguntar: "O que Deus (Ele, Deus) diz sobre mim"? Procuramos respostas na Bíblia primeiramente para as perguntas que ela mesma nos propõe. Pensando nisso, receio que muito do nosso cristianismo seja mais o "cristianismo" dos fariseus da época de Cristo do que o cristianismo do próprio Cristo. O cristianismo da obediência fria à regras e leis, por vezes de autoria própria e não provindas do céu, parece mais com o dos fariseus. Eles gostavam das leis porque elas aparentemente os justificavam, os faziam se sentir melhores e mais dignos que todos os outros homens. Eles eram o máximo, a nata, a elite dos homens. Eles, os fariseus, eram, aos seus olhos, "homens dos quais o mundo não era digno". Seus vizinhos não eram dignos de serem vizinhos deles. Ninguém era digno deles. Eles só cabiam a eles mesmos. Receio que essa espécie de religião esteja sendo ensinada por nós, cristãos. E talvez isso aconteça de forma inconsciente. Pensarei e escreverei mais sobre o tema aqui iniciado. Deixo aqui minha introdução a esse tema tão importante e, penso, digno da mais séria atenção, da mais sincera consideração. Que Deus nos ajude.
Assinar:
Postagens (Atom)