Às vezes, na verdade muitas vezes, fico pensando em que talvez devêssemos fazer uma leitura bílica bem atenta, reler, e reler, e ler novamente, fazendo perguntas ao texto, e aguardando sinceramente, respostas para o nosso crescimento e 'libertação'. "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará", disse Jesus. Que verdade é essa? Não é o nosso conhecimento prévio de qualquer coisa que chamemos verdade. Verdade é o que encontramos em Cristo, na Sua Palavra, mas para ouvirmos é preciso ficarmos atentos, para entendermos necessário é que tenhamos a disposição de nos transportar por inteiro para dentro do mundo bíblico, para o universo de pensamento da Escritura, e assim, procurarmos ouvir os pensamentos de Deus. Ah esses pensamentos de Deus fazendo parte dos nossos! Isso é a verdade. Aquela verdade diante da qual Pilatos não ouviu resposta quando perguntou: "o que é a verdade?" A verdade não é algo que se possa simplesmente conceituar, como os conceitos matemáticos que temos, que são apenas nuanças da verdade, pedacinhos dela. A verdade é mais do que qualquer conceito rápido e satisfatório; é vida. É o próprio Cristo vivo, se movimentando, falando, agindo, vi-ven-do. Quando falo da necessidade de lermos e relermos a Bíblia deixando de lado, na medida do possível e do impossível nossos pressupostos, refiro-me a necessidade de nos avaliarmos à luz das Escrituras Santas. E digo isso, não para que nos aproximemos da Bíblia e simplesmente perguntemos: "Como estou diante de Deus?" Nada disso! Tal pergunta já traz em si um cheiro de farisaísmo, um sabor de auto-justificação, com pouquíssimas sombras de verdade. Em vez de perguntamos isso, deveríamos perguntar: "O que Deus (Ele, Deus) diz sobre mim"? Procuramos respostas na Bíblia primeiramente para as perguntas que ela mesma nos propõe. Pensando nisso, receio que muito do nosso cristianismo seja mais o "cristianismo" dos fariseus da época de Cristo do que o cristianismo do próprio Cristo. O cristianismo da obediência fria à regras e leis, por vezes de autoria própria e não provindas do céu, parece mais com o dos fariseus. Eles gostavam das leis porque elas aparentemente os justificavam, os faziam se sentir melhores e mais dignos que todos os outros homens. Eles eram o máximo, a nata, a elite dos homens. Eles, os fariseus, eram, aos seus olhos, "homens dos quais o mundo não era digno". Seus vizinhos não eram dignos de serem vizinhos deles. Ninguém era digno deles. Eles só cabiam a eles mesmos. Receio que essa espécie de religião esteja sendo ensinada por nós, cristãos. E talvez isso aconteça de forma inconsciente. Pensarei e escreverei mais sobre o tema aqui iniciado. Deixo aqui minha introdução a esse tema tão importante e, penso, digno da mais séria atenção, da mais sincera consideração. Que Deus nos ajude.

4 comentários:
- Que o Senhor nos incomode profundamente a buscarmos a suficiencia na Sua graça, e só nela!!
- Gostei mto do texto Chico. Começou muito bem, Dr Escritor!!
Continua escrevendo pq eu vou estar sempre por aqui.
Beijooooooo
Parabéns pelo blogger está muito bom. Você e uma pessoa que escreve muito bem, continue assim. Deus te abençoe.
O alarde do garrafeiro é um convite aos tempos idos...
Tal qual o destemido cavaleiro, sempre ladeado de seu fiel escudeiro que através dos recursos infindáveis dos pensares.Rogeano consegue com seu estilo peculiar de escrever, condensar e "sistematizar" a tão mutante massa encefálica.
God bless you,my friend!
E pensar que muitas vezes qnd lemos as escrituras perdemos o sentido da palavra "devocional", momento de devoção, não de obrigação.
Abraço Chicão! (qnd eu crescer vou fazer um blog p mim e ser igual a vc. rsrsrsrsrs...)
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